cirurgia da parótida

Entenda os procedimentos de cirurgia da parótida

Antes de entender como se dá a cirurgia da parótida é preciso se situar. Para começar trata-se das glândulas localizadas logo abaixo das orelhas permeadas pelo nervo facial, isto é, uma espécie de ligamento responsável pelo movimento e expressões da face. 

Já as glândulas têm como função principal secretar a saliva, algo essencial  na mastigação e deglutição. Para se ter ideia disso, essa região é a mais afetada pela caxumba,ou melhor, parotidite epidêmica.

Por isso, assim como outros problemas, deve ser tratado até o final. Caso contrário tende a formar dolorosos abscessos drenados,somente, por meio da cirurgia.

 Ademais, sabe-se que cerca de 70% dos tumores glandulares salivares aparecem nessa área. Assim, sempre que a biópsia acusa condição maligna é indispensável, tratá-lo sobretudo se for preciso a remoção dos nódulos.

Não por acaso, já que a tendência, nessas condições, é de evolução rápida.O que além de ser um risco para o paciente, envolve uma zona delicada, exige, portanto, uma série de cuidados. Ainda mais porque caso comprometa o nervo pode deixar sequelas, dentre elas: a paralisia facial. 

Se você está prestes a se submeter a esse procedimento leia este artigo. Entenda mais sobre essa intervenção e a importância  de referências nessa condição. 

Quais são os riscos da cirurgia da parótida?

É interessante observar o quanto esse tipo de procedimento evoluiu ao longo dos séculos. Se beneficia, sobretudo, de anestésicos locais e assepsia que reduziram de forma considerável o sofrimento do paciente. 

Mesmo porque ainda que sobrevivessem à intervenção não havia qualquer segurança no pós-operatório. Assim tanto podiam:

  • sofrer bastante como consequência da hemorragia intensa;
  • enfrentar uma infecção generalizada indo ao óbito;
  • na melhor das hipóteses apresentar a deformação facial parcial permanente. 

Como a cirurgia da parótida é feita?

Assim, sem dúvida, o conhecimento prévio com exatidão da localização do nervo facial foi uma grande evolução. Além disso, a anestesia geral é essencial nesses casos.

De modo que isso abrevia o tempo no procedimento assim como há redução de complicações posteriores. Assim, basicamente, a cirurgia, hoje, pode ser:

  • realizada por meio da incisão periauricular( ao redor da orelha);
  • através do corte cervical (pelo pescoço) de maneira transversal supra-hipóidea homolateral.

Técnica menos invasiva

Hoje, a maioria dos cirurgiões opta por métodos minimamente invasivos. Indicados, principalmente, para a remoção de tumores de até 3 centímetros.

Na prática isso significa que antes do procedimento localizam o nervo com exatidão mediante uso de um monitor ultra moderno específico para esse fim. 

Com isso diminui o tempo de intervenção bem como efeitos indesejáveis. Em seguida ocorre a remoção do nódulo ou drenagem do edema. Para na próxima fase seguir com a saturação. 

Em condições ideais isso garante resultados excelentes com sinais de no máximo 4 centímetros. O que, de fato, reduz, em um quarto, a chance de cicatriz se comparada aos vestígios deixados pela operação tradicional.

Mesmo assim, é grande a possibilidade dessas marcas desapareceram, completamente, meses após a cirurgia. 

Efeitos adversos e temporários

Contudo, pode haver paralisia facial, porém na maioria das vezes, trata-se de algo passageiro. Nesse caso pode durar de seis meses a um ano, ou em raros casos, ser permanente. 

Além disso, pode ocorrer dormência no lóbulo da orelha nos dias seguintes. Assim como inchaços e febre no pós-operatório.

 Mesmo com todos cuidados mencionados na cirurgia da parótida  há possibilidade de formação de queloide. Geralmente, essa cicatrização grosseira se dá no longo prazo sendo mais frequente em pessoas negras.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto.

Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de cabeça e pescoço em São Paulo!

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