colesteatoma

Colesteatoma: sintomas, causas e tratamentos

Colesteatoma é um tumor benigno formado por células da pele, que crescem dentro da cavidade do ouvido. Johannes Mueller, em 1838, foi o primeiro cientista a descrever as características dessa doença. Desde então, muito vem se estudando. Hoje, sabe-se que cerca de 3 crianças em cada 100 mil são afetadas anualmente pela doença. Trata-se de um tumor que pode ficar no interior do ouvido ou invadir ossos do crânio. Se não tratado, portanto, pode ocasionar consequências graves, como a surdez. Uma das causas do colesteatoma é a permanência da otite média aguda, uma das infecções mais comuns durante a infância.

Quais as causas do colesteatoma?

O colesteatoma pode ser congênito, isto é, a criança já nasce com a condição; ou pode ser adquirido, quando se desenvolve após alguma doença. Em seguida, vamos explicar como cada tipo surge. O tipo congênito ocorre apenas em 2% dos casos. Ele surge de erros na formação embriológica, quando a criança ainda está dentro do útero materno. Geralmente, não causa muitos comprometimentos, sendo diagnosticado aos quatro anos de idade. Em contrapartida, o colesteatoma adquirido é mais comum e resulta da otite média aguda. Popularmente conhecida como infecção de ouvido, esta é uma das doenças mais comuns da infância, principalmente na faixa etária até dois anos. Ela é tão frequente, que cerca de 80% das crianças abaixo de três anos terão pelo menos um episódio de otite média aguda. Normalmente, ela surge após alguma infecção da cavidade oral ou do nariz. As bactérias migram até o ouvido, causando dor, febre e secreções, que podem sair pelo ouvido. Quando esses sintomas persistem por mais de três meses, a infecção é considerada crônica, podendo ter o colesteatoma como uma consequência desse processo.

Quais são os sintomas de colesteatoma e como é o diagnóstico?

Um dos principais sintomas é a otorreia, isto é, secreção amarelada que sai pelo ouvido. Ela costuma ser constante, com odor forte e com pequenas manchas de sangue. A criança também se queixa de escutar zumbidos ou de sentir que o ouvido está entupido. A diminuição da audição é o sintoma mais comum no colesteatoma congênito e pode levar à surdez. O colesteatoma pode crescer em direção aos órgãos vizinhos do ouvido, como os ossos do crânio, por exemplo. Assim, ouros sintomas podem surgir, como dor de cabeça e paralisia facial. O médico faz o diagnóstico após exame clínico e análise de tomografia computadorizada ou ressonância nuclear magnética. Nesses dois exames, aparecem imagens típicas e bem sugestivas de colesteatoma. Contudo, a ressonância é mais utilizada para identificar tumores reincidentes, após o tratamento. Exames audiométricos também são feitos, principalmente quando se deseja o tratamento cirúrgico.

Como é o tratamento do colesteatoma?

O tratamento do colesteatoma é cirúrgico. Ele visa a dois objetivos: o primeiro é a retirada completa do tumor. O segundo é a preservação ou melhora do sistema auditivo e dos ossos do crânio. Se não tratado, a criança corre risco de desenvolver meningite, mastoidite e surdez.

Quando procurar o médico?

O tratamento precoce do colesteatoma evita que suas complicações prejudiquem a criança. Como o aparecimento mais comum desse tumor é após a persistência de otite média aguda, o melhor a se fazer é evitar que a criança desenvolva infeção de ouvido por longos períodos. Consultas periódicas são fundamentais para avaliar a saúde como um todo. Além disso, sempre que a criança desenvolver algum sintoma, deve-se consultar o médico o mais rapidamente. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de cabeça e pescoço em São Paulo.

O que deseja encontrar?

Compartilhe

Share on facebook
Share on linkedin
Share on google
Share on twitter
Share on email
Share on whatsapp